Sobre o amor

 

O que é o amor senão o encontro de almas que convergem em interesses que só a existência é capaz de explicar? É apenas uma profusão de sentimentos que trazem o conforto e  a segurança àqueles que amam?

Alguns seguem a teoria do eterno. Mas, se o ato de existir em si sugere apenas a confirmação da mortalidade, o que é do amor quando os olhos são eclipsados pela derradeira doença?

À noite quando o céu é abissal, sabemos que o brilho que antes pulsava pode renascer a qualquer instante. É assim com o amor?  Um constante abrir e fechar de olhos por toda a eternidade?

Amamos a princípio aquilo que vemos. Aqueles que não podem ver, existem neles o próprio meio. Mas se acaso a visão seja o primeiro alimento do amor, o que é dele senão o reinado da atração por queixos e quadris?

Ora, o amor também faz dos sentidos o seu próprio sentido, de outro modo o que seria dele sem o perfume que desperta ecos na memória do prazer?

Teríamos que abrir a carne que aprisiona a alma do amor?

Esquecer o que é condicional…

O que é de  interesse…?

Deixá-lo finalmente…

Nu?

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