A Mulher do Viajante no Tempo

Todos nós já fomos acometidos pelo amor, ou pela dor da perda, e o tempo, em sua plenitude e existência, sempre esteve lá para curar ou causar novas feridas. No romance de estreia de Audrey Niffenegger, porém, somos levados a crer que passado, presente e futuro acontecem simultaneamente.

 

 

Ali, o fatalismo é justificável. Mesmo acompanhando Henry em suas andanças pelo tempo e torcendo para que seja possível vê-lo mudar o curso de sua própria história, entendemos que os eventos são imutáveis, interligados, regidos pelo livre arbítrio de causa e efeito, que, segundo ele, só podem andar para frente. E isso faz muito sentido. Como mudar coisas que já foram decididas pelas pessoas em seu momento presente…? Escolhemos nosso estilo de vida, “o que fazer e o que não fazer” sempre levam à alguma consequência, boa ou má, feliz ou infeliz…

Com maestria, Audrey Niffenegger escreve sobre a superação da morte de forma tão inusitada, com direito a inspiração em a “Odisséia” de Homero, que é impossível não se emocionar. O alento de quem lê, portanto, é saber que o tempo se torna apenas num evento infinitamente pequeno diante do amor, e basta pouco para entender o porquê. Afinal, nada morre ou deixa de existir completamente… As pessoas se mantém vivas em algum lugar (ou seria em algum tempo?), só aguardando para que nos encontremos um dia com elas.

Tomei conhecimento do livro, assistindo ao filme “Te amarei para sempre”, que é uma adaptação bem bacana e emocionante, mas fica muito longe da experiência de ler o livro! Que aliás vai ficar marcado na minha imaginação para sempre.

Sinopse

Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

 

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9 pensamentos sobre “A Mulher do Viajante no Tempo

  1. Te ouvi falar tanto do livro que preciso ler.
    Aluguei o filme, mas acabei não assistindo. Agora que sei que é baseado no livro, só assisto depois de ler.

    Muito boa a resenha!
    Imagina que loucura viajar no tempo? 😀

    Abraço, Nanuka.

    • Rafael, obrigado pela visita! Olha, eu fiz o processo inverso, vi o filme e depois li o livro. No final, o livro é tão bom que mesmo sabendo a história é uma surpresa atrás da outra. Sem dizer que o desfecho de ambos é bem diferente! Abração!

  2. Nossa Nanuka, acabei de ler o livro não tem nem uma hora, chorei muito quando vireii a última página. Tanto que não quero que a história acabe. Corri para internet buscando coisas que falem sobre o livro só para me sentir mais próxima da história, louco né? Amei demais! Vai ficar marcado na minha imaginação por muito tempo também, não duvido que seja para sempre. Me marcou mesmo! Estou resistindo a tentação de abrir o livro na primeira página e começar tudo outra vez. Tenho certeza que ainda vou fazer isso. Já tinha assintido o filme, mas agora vi que o livro é infinitamente melhor, como sempre.

    Abraços

    • Maryana! Puxa, tive o mesmo sentimento que você! Quando terminei de ler o livro, corri para internet tentando achar coisas que falassem sobre o livro, opiniões, resenhas…! Fico arrepiado toda a vez que ouço alguém falar da história, ou quando vejo algum clipe, ou qualquer vídeo sobre o assunto. O livro é realmente fantástico. Para você ter uma ideia, tive que ler novamente o final, porque foi tão intenso que nem sei se me peguei ao que estava escrito de fato. Fiquei matutando muito sobre aquele final. (Spoiler) – Mesmo sendo fantástico, deixando o leitor acreditando no que o amor é capaz, fiquei pensando se o Henry encontra a Clare porque ela também está para partir (afnal, isso aconteceu com a Ingrid)… ou se será que um novo ciclo de visitas vai se formar apartir deste encontro (o que acho pouco provável). Enfim, acho que são conclusões de uma pessoa que está mesmo embasbacada com o efeito da história, e tentando prolongar o máximo a narrativa! ^^ Obrigado pela visita! Abração!

      • Nanuka, acho que vou fazer exatamente o que você fez. Hoje comecei um novo livro, mas sabe quando a lembrança de um livro a gente acabou de ler está tão recente, tão presa na memória, nem consegui me prender tanto. Chegando em casa vou mergulhar novamente nas últimas páginas porque tenho certeza que devo ter deixado escapar algumas partes, as lágrimas nos meu olhos não deixaram tudo muito visível.
        A história me passou que o verdadeiro amor NUNCA morre, independente do que aconteça, que o tempo não é nada perto de um grande sentimento. Nós, como leitores apaixonados pela narrativa, pela história e pelo personagens queremos um final feliz, sempre, com todos juntos, mas não vejo um final mais perfeito e com tanto significado como o que ela nos deu. Também estou tentando de tudo para prolongar a narrativa o máximo possível.
        Obrigada por dividir como este sentimento. Estava explodindo em mim. rsrs
        Abraços

      • Maryana, é verdade! Não tem como não ficar pensando na história, e prolongar o que foi lido é um desejo inevitável! Confesso que é estou ainda sofrendo desta boa ressaca pós-leitura! Olha, na verdade, o livro é recente para mim também: acabei de ler faz pouquíssimo tempo (semana passada) e ainda estou lá naquele corredor cheio de galochas e capas de chuva. Nem preciso dizer que queria que a história continuasse, né?

        A autora escreveu também outro romance, mas sem o mesmo impacto provocado por este. Mas fiquei curioso. Acredito que lancem logo por aqui. Sobre o filme, você gostou mais do final que deram para ele, ou do livro? Eu particularmente, gosto dos dois. Abração!

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